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Arquivo da categoria ‘Música

Review de cd: Europe- Last Look at Eden(2010)

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Olá a todos e perdão por demorar tanto para voltar a escrever neste endereço. Hoje, o review de cd é de uma banda que chega a ser ridicularizada por muitos fãs de rock, devido principalmente ao hit absoluto The Final Countdown( que eu considero uma boa música, apesar de superexecutada) e a baladas xaroposas como Carrie( que eu considero realmente insuportável). Bom, desde 2004 os caras vem lançando bons trabalhos, a nomear:  Start From The Dark(2004) e The Secret Society(2006).  Registros que deixaram claro o amadurecimento do grupo em seu Hard Rock. O que nos leva a este Last Look At Eden, um dos melhores trabalhos desta que é uma das bandas de Hard Rock e AOR(Adult Oriented Rock) mais influentes da história da musica. E eles mostram bem a que vieram.

O trabalho começa com um prelúdio que funciona como introdução para a faixa-título, apoteótica, épica, bem tocada e com belas performances individuais de John Norum, guitarrista desde os primórdios, e do tecladista Mic Michaeli. A atuação de Joey Tempest também é muito boa, pois a maturidade acaba compensando o fato de ele não conseguir atingir mais tons tão altos. A musica inclusive foi escolhida para ser o primeiro clipe deste trabalho. A próxima faixa, Gonna Get Ready, tem uma influência muito forte de blues e do hard rock setentista, principalmente nos riffs da guitarra de Norum. Uma bela faixa, simples, mas muito bem executada.

Catch That Plane tem as mesmas influências da faixa anterior, com um toque bem Whitesnake nos arranjos de teclado e guitarra. A letra do refrão diz tudo: ” Catch that plane and get your ass, Your pretty ass over here”. A próxima faixa, New Love in Town, é a primeira balada do disco, e um dos seus melhores momentos. Joey Tempest  mostra que não precisa alcançar tons estratosféricos para passar a emoção de uma musica como essa, que fala do nascimento da filha do vocalista.

The Beast segue o disco com seus 3 minutos e 24 segundos de puro peso, em uma das melhores musicas do disco. Não há nada a dizer sobre esta faixa a não ser que ela mostra bem do que o Europe é capaz de fazer em matéria de peso no Hard Rock. Esse é um dos bons sintomas do Hard rock atual: Com o nivel de produção que existe hoje, é mais fácil conciliar peso e melodia. Mas isso, meus amigos, só consegue aproveitar ao máximo quem tem talento para fazê-lo. Mojito Girl dá mais uma vez a impressão de ouvirmos um belo hard rock dos anos 70, com direito a uma paradinha para uma parte mais calma e um belo solo de John Norum, que deixa claro neste disco porque é tão respeitado.

A faixa No Stones Unturned tem um dos mais belos arranjos do disco, com toques de musica árabe muito interessantes e uma linha melódica que emociona. Isso sem abdicar do peso. Destaque para o belo solo de teclado de Mic Michaeli no meio da musica. Only Young Twice possui belos riffs e é uma amostra de um hard rock muito bem feito. U Devil U é a faixa menos memorável do disco, mas ainda assim tem bons momentos. Run With The Angels tem um começo forte com o baixo de John Levén, e segue com uma das melhores performances de Tempest, que parece ter encontrado a sua maturidade vocal.

Alguns dizem que o melhor sempre fica por último. No caso deste registro, é a pura verdade. A faixa In My time é uma das mais belas que tive o prazer de escutar nos ultimos tempos, devido à sua emoção genuína: a musica foi feita por Norum, em homenagem à sua esposa Michelle, que morreu de câncer em maio de 2008. Uma balada bem construída e com belas performances, mas o destaque absoluto é o solo de Norum, que é uma mistura bem executada de técnica, beleza e simplicidade que tornam esta faixa a melhor do disco, fechando-o com chave de ouro.

Portanto, aos amigos: se você realmente acha que o trabalho do Europe se resume a The Final Countdown, sugiro que ouça este disco. Quem gosta de Hard Rock não irá se arrepender.

Europe - Last Look At Eden(2010)

 

Escrito por Henrique de Almeida

maio 29, 2011 em 6:11 pm

Publicado em Música

Review de cd: The Isley Brothers- 3 plus 3

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The Isley Brothers- 3 Plus 3(1973)

Saudações aos leitores.

Volto a fazer resenhas de cd, mas antes façamos um  breve resumo a respeito da carreira dos irmãos mais criativos e longevos do R&B,Rock, Funk e Soul dos Estados Unidos. Começaram a carreira em 1954, e são responsáveis por uma das músicas mais conhecidas do rock em todos os tempos, Twist and Shout, além de terem colocado pelo menos um hit na parada da Billboard nas décadas de 50, 60, 70,80, 90 e 2000. Um caso raro na música pop mundial.

Era originalmente um grupo com 4 integrantes, a saber: O’Kelly Isley Jr., Rudolph Isley, Ronald Isley e Vernon Isley. Em 1973, o grupo passou a ser um sexteto, com a saída de Vernon e as entradas dos irmãos mais novos Ernie e Marvin, além do cunhado Chris Jasper. E lançaram esse disco sensacional, chamado propriamente de 3 Plus 3.

A primeira música, That Lady, já mostra que os caras estavam com a criatividade afiadíssima: A guitarra suingada, simples e eficiente de Ernie(que também toca bateria, e muito bem por sinal), os teclados e sintetizadores de Chris Jasper que dão um toque especial ao som dos irmãos Isley, além de Ronald em sua melhor forma. Um dos maiores sucessos deste álbum e digna de ser ouvida muitas e muitas vezes.

A segunda faixa é um cover de um dos maiores sucessos de James Taylor, Don’t Let Me Be Lonely Tonight. A banda faz muito bem a sua parte, mas o destaque absoluto é Ronald, que dá um show de interpretação ao pedir à sua amada que não o deixe sozinho durante a noite. Na próxima, If You Were There, o belo trabalho harmônico entre guitarra, baixo e teclados é o ponto alto de uma bela canção que pode não ter feito tanto sucesso, mas é prova irrefutável da qualidade deste trabalho.

You Walk your Way tem uma dinâmica que junta perfeitamente traços da música gospel do início da carreira do grupo com o melhor do Soul que rolava na época nos Eua. É impressionante a qualidade vocal apresentada pelo grupo neste trabalho, em mais uma música que fala de amor, esta pelo viés da separação. Listen To The Music, cover de uma canção de outros Brothers, os Doobie, ganha uma roupagem totalmente R&B, prestando uma homenagem sem deixar de ter a cara dos Isley Brothers.

What It Comes Down To é uma das mais alto astral do trabalho e dá novamente mostras da qualidade em todos os instrumentos. Aqui os teclados aparecem com destaque, assim como o trabalho de bateria muito bem feito. Sunshine(Go Away Today) é um pequeno clássico Funk de uma música do artista folk Jonathan Edwards, em que o baixo e o órgão dão o tom da música, além dos vocais malandros de Ronald e os teclados estridentes que se tornaram a identidade dos Isley Brothers na década de 70. Essa canção mostra bem o que seria o disco seguinte dos caras, Live IT UP,  lançado em 1974.

Summer Breeze, do Seals & Crofts, é a oitava e maior faixa do disco. Começa com os teclados marcados, depois entra a voz de Ronald, em seguida a bela melodia da guitarra de Ernie…. Quando você se dá conta, já está cantando junto. Essa é uma qualidade inestimável na música, e esta canção é uma prova inconteste disso. Talvez o momento mais sublime do disco. A essa altura, o ouvinte já está sorrindo de orelha a orelha. Highways Of My Life, uma balada tocante com belas performances de piano, vocal e bateria, fecha o disco com chave de ouro e de forma absolutamente marcante. Fãs de R&B, Soul, Rock, Funk e boa música em geral, façam um favor a vocês e ouçam esse registro. Não irão se arrepender, eu lhes garanto.

Abraços e até o próximo post.

 

Escrito por Henrique de Almeida

abril 4, 2011 em 9:31 pm

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Review de CD: Hydria- Poison Paradise

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Hydria- Poison Paradise

Eles estão de volta. Após o lançamento de Mirror Of Tears em 2008, o Hydria reaparece com um novo lançamento em cd. Se o primeiro disco já foi de um padrão excelente para um debut e mostrou a cara desse grupo aqui do Rio de Janeiro, dessa vez não há nada a dizer além de uma simples frase: Qualidade não falta nos caras.

Ao ouvir sobre as saídas da guitarrista Luana e do excelente baterista Fabiano(ex-Allegro), ambos membros da formação que criou o primeiro disco, me perguntei como a banda reagiria a esse novo momento e o que poderia advir dessa lacuna de tempo entre um disco e outro. E lógico que eu esperava evolução, mas sinceramente me surpreendi com o resultado final, e minhas expectativas foram felizmente superadas.

O trabalho já começa com a nada leve Time Of My Life, que surpreende quem poderia esperar por uma introdução orquestrada ou algo do tipo. As guitarras estão mais pesadas, o baixo bem presente, as orquestrações e teclados tocados com muito bom gosto….e a voz de Raquel Schuller continua em forma, se revelando ainda melhor do que no primeiro disco da banda. O contraste entre o instrumental pesado e a doçura de uma voz feminina( com a presença dos guturais do guitarrista Marcelo, aliás) é algo que chama muito a atenção do fã de metal,e para quem gosta o Hydria é um prato cheio. Influências de Nightwish, Within Temptation, The Gathering e Epica aparecem a todo tempo.

A segunda canção, The Place Where You Belong, tem um início bem pesado, com direito a bumbo duplo(as linhas de bateria estão muito bem feitas por sinal), uma dupla de guitarras que me trouxe algo de Therion à primeira audição, mas que logo algo mudam para um clima bem mais gótico, como sugerem as influências da banda, que aliás não são só essas. Nessa música especificamente, se destaca Raquel novamente, com uma harmonia vocal na ponte e no refrão que fica na cabeça por muito tempo, além da quebradeira na segunda parte da canção. Whisper também é uma excelente canção, com boa performance de todos os músicos. O destaque indiscutível é o trabalho das guitarras, com linhas que grudam mesmo à primeira audição.

When You Call My Name é uma bela balada que dá uma quebrada no ritmo dando prosseguimento à qualidade. Como em quase toda balada, o trabalho vocal de Raquel se destaca.  Os teclados e o piano tocados por Márcio Klimberg dão a dramaticidade necessária à letra. Mas até aqui acharam um jeito de colocar bastante peso, com direito a palhetadas bem agressivas e até um breakdown típico do Metalcore. Tudo com muita qualidade. Finally, a música seguinte, é uma das melhores do disco, com um refrão inesquecível. Com esta eu já estava familiarizado, uma vez que ela foi liberada antes do lançamento oficial.  Teclados e orquestrações excelentes, guitarras idem, o baixo dando gosto de ouvir, além de Raquel mandando bem mais uma vez. Uma das que eu mais gostaria de ver ao vivo.

Prelude, com uma vibração mais calma e uma melodia simples mas eficiente, funciona bem como uma introdução para Distant Melody, ela própria com menos de três minutos, mas ainda assim muito boa, com destaque para as orquestrações. The Sword também já havia sido liberada anteriormente, e fica numa zona meio confusa que parece lembrar o disco anterior e evocar perfeitamente o espírito deste novo trabalho, o que não deixa a música ruim. Muito pelo contrário, aliás. As melodias e os tons lembrando a musica árabe em certos momentos deixam a audição bastante agradável.

Queen Of Rain é uma música bem melodiosa, e é um dos bons destaques do disco também. A maturidade dos arranjos é algo de impressionar, não só nesta música como no trabalho em geral, com todos os instrumentos perfeitamente audíveis e uma produção caprichada. Sweet Dead Innocence volta a deixar as coisas mais pesadas, com destaque para o baixo de Turu Henrick, que em conjunto com os teclados e as guitarras deixa a música mais Heavy, em mais um ótimo momento do disco.

A faixa-título dá aquela sensação de Dejá-vu com relação às músicas anteriores. Ou seja, em um trabalho de destaque como esse, é garantia de outra excelente faixa. Destaque para os vocais de Raquel no refrão e os guturais de Marcelo, que melhoraram com relação ao disco anterior. In The Edge Of Sanity, feita para a websérie “2012 Onda Zero”(para a qual a banda fez toda a trilha sonora), tem uma vibração diferente do resto, mas mesmo assim se destaca pelas guitarras mais diretas e o belo arranjo. The Only One termina o trabalho com uma sonoridade bem melancólica, e sem deixar a qualidade cair em nenhum momento. Prova incontestável do talento dos envolvidos nesse registro.

Depois deste trabalho, que está sendo lançado com pompa e circunstância no Japão, é bom que a banda continue trabalhando sério como vem fazendo nesses últimos anos.Só não dou nota 10 para esse disco porque estou realmente curioso pelo que vem pela frente. Afinal de contas, a expectativa pelo terceiro disco, que muitas vezes define carreiras, já começa a partir de agora com este excelente cd.

Escrito por Henrique de Almeida

março 2, 2011 em 1:13 am

Publicado em Música

Review de CD: Oficina G3- Depois da Guerra

com 5 comentários

Oficina G3 - Depois da Guerra

Olá, caros leitores. Volto a fazer reviews de cd após um longo tempo, e recomeço esta nobre e prazerosa com este registro, uma das maiores surpresas musicais que tive recentemente. Estou falando do Oficina G3.

Já havia ouvido o trabalho dos caras, com o antigo vocalista PG e mesmo com o Juninho Afram(Guitarrista) nos vocais. Confesso ter achado legalzinho, mas nada revolucionário. As letras de pregação também não me cativavam muito(para quem não sabe, o Oficina é um grupo de rock gospel), então nada indicava que trabalhos posteriores poderiam chamar minha atenção.

Eis que tomo conhecimento deste cd lançado em 2008(review com 3 anos de atraso é brincadeira, podem falar).  Decidi, então, dar uma chance a Afram e seus coleguinhas. Surpresa total, porque os caras conseguiram criar um trabalho que praticamente rompeu as barreiras entre o rock gospel e o rock secular, fazendo de DDG uma quase unanimidade por todos que o ouviram.

A introdução D.A.G, com a ambientação de uma guerra aliada a orquestrações, teclados e  uma rifferama que marca o início do primeiro arrasa-quarteirão deste registro, Meus Próprios Meios. De cara, duas coisas chamam a atenção: a atuação do vocalista Mauro Henrique, com muito drive e uma interpretação irretocável que realmente me impressionou à primeira ouvida; e o peso e agressividade do som dos caras, que se justifica por ser a música de abertura do disco, e aliás uma das melhores.

Eu Sou, a música seguinte, também deixa o ouvinte batendo cabeça com as guitarras agressivas, a forte presença dos teclados e a sonoridade mais progressiva em vários momentos, chegando a lembrar muito o DreamTheater mais recente, principalmente do Train Of Thought para frente. O refrão irretocável e cheio de melodia é um dos grandes destaques em uma música repleta deles. Para mim, a melhor do disco e uma das marcas desse novo Oficina.

Meus Passos segue o disco em mais uma música que mescla muito bem os tempos quebrados e incursões de teclados do progressivo com o puro heavy metal. Continuar, a primeira balada do disco, dá uma acalmada nos ânimos e mostra que os caras também sabem diminuir o ritmo. A voz de Mauro Henrique se destaca nessa daqui, além das boas camadas de teclado e piano que dão uma emoção extra à canção.

De Joelhos, talvez uma canções de maior louvor do trabalho, mostra a face mais agressiva das guitarras de Afram, com linhas que reforçam o peso desse novo caminho trilhado pela banda. E não é que os teclados também contribuem para que isso aconteça? Mais um ponto para os caras. Tua Mão, mais uma balada, é também mais um bom momento, embora inferior a todas as músicas anteriores do disco.

Muros volta à carga em uma música absolutamente espetacular. Riffs poderosos, teclados viajantes e funcionais, um baixo que aparece com destaque, e Mauro Henrique outra vez mostrando porque era realmente uma das melhores opções para ser o vocalista da banda gospel mais conhecida do Brasil. Logo depois vem a faixa-título do álbum, que começa com Juninho cantando a primeira parte, sendo seguido por Mauro, que arrebenta em um dos melhores refrões do trabalho.

A Ele e Incondicional são duas baladas de puro louvor. Principalmente essa última tem bons momentos, tanto que foi escolhida para virar clipe. Parece redundância, e é, mas realmente o vocalista se destaca nessas duas canções, levando a quem acredita pensar estar em verdadeira comunhão com Deus através da música.

Obediência volta a deixar as coisas mais agitadas, em uma letra que deixa mais do que claras a visão religiosa de todos os integrantes.  O trabalho de vozes é uma das melhores surpresas, não só desta música mas do álbum como um todo. Better é como se fosse uma junção entre DreamTheater e Stryper: Um som progressivo, pesado, mas marcante e que leve a dita “Palavra” ao maior número de pessoas possível. People Get Ready, cover de musica de Curtis Mayfield e que ficou famosa na voz de Rod Stewart em companhia de Jeff Beck na guitarra, é uma surpresa agradável, apesar de não fazer muitas mudanças em relação à versão original. Unconditional, a versão em inglês de Incondicional, termina o álbum, visando claramente o mercado internacional.

Enfim, meus amigos: Aos que acreditam, um excelente trabalho musical de uma banda que marca uma nova fase em sua carreira e que, de quebra, leva a palavra de Deus alhures. Aos que não creem, um excelente trabalho musical de uma banda que marca uma nova fase em sua carreira. Ouçam e digam o que acharam.

Um abraço.

Escrito por Henrique de Almeida

fevereiro 13, 2011 em 2:05 pm

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Metallica confirmado no Rock in Rio 2011: Sugestões(talvez inúteis) para o senhor Roberto Medina

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James Hetfield e companhia virão tocar no Rio de Janeiro após quase 12 anos.

Antes de mais nada, como um fã do Metallica, fiquei muito feliz quando soube que o quarteto de Thrash Metal de São Francisco havia confirmado um show em um dos maiores festivais do mundo que, após 10 anos, volta à cidade que dá nome ao festival. Assitir o Metallica ao vivo, ainda mais agora que os caras voltaram a fazer shows excelentes com set lists matadoras(como nos shows no Brasil em 2010), é algo imprescindível para os que tiverem a oportunidade.

Porém, uma coisa me veio à cabeça quando o show foi confirmado para o dia 25 de setembro de 2011: Quais serão os outros grupos que tocarão no mesmo dia que Lars, James, Kirk e Robert? Procurei rapidamente e, ao que tudo indica, Angra e Sepultura, duas das maiores bandas que o Brasil já teve como representantes do Heavy Metal, estarão também no palco. Mas além destas bandas, ambas amadas por alguns e detestadas por outros, o que mais pode-se esperar do chamado “dia do metal” do Rock in Rio?

Talvez seja pedir muito para o senhor Roberto Medina uma certa ousadia na hora de chamar as bandas para completar o cast do Festival, não apenas no palco principal, mas também nas tendas menores. Por exemplo, Torture Squad, Krisiun, Violator, Hibria, os lendários caras do Korzus, Tuatha de Dannan….todos eles poderiam facilmente estar no dia dedicado ao som mais pesado, fosse no palco principal ou nos menores, e isso porque eu estou citando apenas algumas bandas mais famosas dentro do cenário brasileiro, pois há também outros exemplos de qualidade indiscutível por aí hoje em dia, tentando um lugar ao sol. Uma boa sugestão seria também colocar bandas locais de Metal nas tendas menores, de todos os estilos. Hydria, Ágona, Dark Tower, entre outras, seriam a pedida perfeita.

Com relação a mais uma ou duas bandas internacionais que poderiam chegar para este dia, são mais ou menos famosas e tem público no Brasil…hum, Helloween poderia ser, uma vez que os caras acabaram de lançar um álbum e estariam em turnê com certeza. Bandas de Metalcore como Suicide Silence, Bullet for My Valentine e Heaven Shall Burn também não devem ser muito difíceis de escalar para um festival como esse, e todas elas pertencem a um estilo que vem crescendo muito nos Eua e na Europa. Arch Enemy e Testament são também duas bandas que poderiam muito bem exercer a função de co-headliners internacionais do dia, e são bandas que não costumam vir muito para cá. São todas soluções possíveis, e dinheiro não seria um problema.

Só o que não é necessário é colocarem um Lobão da vida em um dia de Heavy Metal. Nada tenho contra Lobão, mas colocá-lo entre os shows de Megadeth e Sepultura, diante de uma plateia que não é exatamente reconhecida por seu respeito a outros ritmos….deu no que deu. Além, claro, do exemplo de Carlinhos Brown no dia de Pato Fu, Oasis e Guns ‘n Roses. Enfim, espero que tudo fique bem. Mas estarei lá, provavelmente. Independente do cast.

KILL’ EM ALL!

 

Escrito por Henrique de Almeida

novembro 10, 2010 em 1:35 pm

Publicado em Música

Pelo fim da segregação econômica em shows.

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Zack De La Rocha, vocalista do Rage Against, em ação no palco: Show marcado por invasão da pista Vip

 

Para alguns, pode ter sido apenas uma confusão inoportuna para o maior festival de música realizado no Brasil nos últimos 9 anos. Uma baderna causada por fãs inconsequentes que, impulsionados pelo som pulsante de uma banda contestadora e polêmica como o Rage Against The Machine, resolveram invadir o espaço da pista vip do palco principal do evento realizado em Itu, interior de São Paulo. Saibam, pois, que pode significar muito mais do que somente isso.

Zack de La Rocha, vocalista do Rage Against, já havia declarado que era contra a existência e utilização das famigeradas pistas premiums e vips da vida. Apesar de ter conseguido retirar a área em outro show, a organização do festival manteve a utilização da pista vip. Bem, os fãs entenderam o recado e, em uma atitude surpreendente, corajosa, porém muito arriscada, saíram da pista normal e invadiram o espaço da pista dos privilegiados endinheirados. A tensão ficou evidente, e o show teve de ser interrompido, com Zack pedindo para a galera se acalmar. A transmissão do Multishow também foi cortada, o que é no mínimo curioso e um sinal de como os verdadeiros problemas são sempre maquiados, a fim de manter a “perfeição” do espetáculo.

Como se os ingressos já não fossem caros o suficiente, ainda querem premiar aqueles que possuem maior poder econômico, na maior parte das vezes em detrimento do fã mais fiel, que chega com muitas horas de antecedência ao local do show, para conseguir um bom lugar perto do palco. Ninguém pensa no sacrifício dos fãs, só em aumentar os preços e garantir o retorno financeiro independente da lotação ou não do show, um problema que, exceto por alguns casos fortuitos, atinge vários estabelecimentos pelo Brasil afora.

Outras medidas também são imprescindíveis para que esse problema se resolva. Número 1:  Por favor, organizadores e produtores, deixem o diabo da ganância de lado e cobrem preços menos estapafúrdios do que os vistos ultimamente em vários shows no Brasil. 500 reais em um ingresso para assistir qualquer coisa é um tremendo absurdo. Não é humanamente possível que um festival como o Monsters of Rock, que contava com diversas bandas de renome internacional durante a década de 90, possuísse o singelo preço de 30 reais e que apenas 12 anos depois o preço tenha subido tanto.

Número 2: a farra da meia entrada precisa definitivamente acabar.  Quemse utiliza das cotas específicas e paga meia entrada, muitas vezes só possuindo a carteira para usufruir desse benefício, de certa forma obriga os produtores a cobrar o dobro para os ingressos restantes. A altíssima carga tributária do Brasil com certeza também contribui para esse quadro alarmante. Número 3: É necessário desmantelar, claro, as verdadeiras máfias que são essas distribuições de ingressos em várias casas de show ao redor do país, com os donos ganhando uma em cima dos lucros dos cambistas com os quais estão coadunados.

Eu não sou uma pessoa que gosta de ficar muito perto do palco em shows. Prefiro ficar em algum lugar mais tranquilo, onde possa de preferência respirar e me locomover confortavelmente, podendo assim curtir muito mais o show. Mas se eu realmente quisesse fazê-lo, não gostaria nem um pouco que alguém ocupasse um espaço mais perto do palco simplesmente por ter mais condições do que eu de pagar o absurdo ingresso da pista premium. É ultrajante pensar nisso, e o que o Rage Against fez foi simplesmente dar um passo além nessa discussão, que envolve injustiça, ganância e conformismo de muitos fãs e frequentadores de shows nesse país. Já é um começo.

Escrito por Henrique de Almeida

outubro 10, 2010 em 5:16 am

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Morre Steve Lee, vocalista do Gotthard

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Steve Lee morre aos 47 anos de idade

Steve Lee, o vocalista da banda suiça de Hard Rock Gotthard, morreu após sofrer um acidente de moto no estado de Nevada, nos Estados Unidos. As causas do acidente estão sendo investigadas. Steve Lee tinha 47 anos e deixa esposa e uma filha.

Em agosto de  2010, Lee já havia passado, segundo palavras do próprio, por um terrível acidente envolvendo vários carros na Itália, do qual havia saído sem maiores ferimentos.

O baixista Chris Von Rohr, dos compatriotas do Krokus, deu a seguinte declaração: ” Não sei nem o que dizer. Expresso minhas mais profundas condolências aos parentes”. Os outros membros do Gotthard e representantes da gravadora do grupo devem conceder entrevistas ainda hoje.

Vocalista notável, excelente frontman e com grande alcance vocal, Steve era uma das marcas consagradas do Hard Rock contemporâneo. Os shows do Gotthard em São Paulo e no Rio em 2006 fizeram a alegria de vários fãs, que hoje lamentam a perda do ídolo. Descanse em paz.

MELHORES ÁLBUNS GOTTHARD:

G.(1996)

Lipservice(2004)

Escrito por Henrique de Almeida

outubro 6, 2010 em 12:43 pm

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Fresno abrirá show do Bon Jovi: Péssima escolha

com 27 comentários

Algumas vezes ocorrem escolhas tão mal feitas e tão estapafúrdias que não é difícil pensar que os responsáveis por aquilo estão tentando pregar alguma peça em alguém. O pior é que, quase sempre, acaba ocorrendo o pior dos casos, e, mais ridículo ainda, muita gente acha lindo. Vamos a alguns fatos aqui.

Bon Jovi já não é uma das maiores bandas do mundo há muito tempo. A coisa é que os caras tem MUITOS fãs no Brasil, e a expectativa é ainda maior pelos longos 15 anos que se passaram desde a última passagem da banda de Bon Jovi e Richie Sambora pelo país. Bem ou mal, independente se os últimos trabalhos não foram dignos do sucesso da banda em seus trabalhos mais famosos(Slippery When Wet, por exemplo), os caras são uma lenda do Hard Rock. E poderiam aproveitar para colocar bandas muito boas para fazer a abertura do show. Vou citar só duas para cada cidade, os leitores podem sugerir mais se quiserem: Dr.Sin ou Tempestt para abrir o show em São Paulo, Eden Bordel ou Highest Dream para tocar antes da banda principal no Rio. Isso deixaria todas essas bandas em evidência para alguns que não conheçam seu trabalho(principalmente na hipótese do Rio), podendo fortalecer a cena, e, principalmente, colocaria bandas de qualidade para tocar em um show desse porte.

Mas não. Alguns querem as coisas pelo lado mais difícil. E a produtora T4F definiu o Fresno como banda que abrirá os shows do Bon Jovi no Brasil. Sim, vocês leram certo. Agora a primeira pergunta, e talvez a mais importante: qual foi o critério estabelecido para definir o Fresno como banda de abertura? Se por acaso foi o fato de a banda ter acabado de lançar um cd com influências mais pesadas(estilo ” Rammstein”,segundo os próprios), tudo bem, faz sentido num aspecto mercadológico, mas será mesmo que foi a melhor escolha?Nemvou entrar na questão da qualidade da banda, o objetivo é discorrer sobre essas péssimas escolhas de abertura de show no Brasil. Tenham certeza de uma coisa: apesar de que muita gente vai respeitar a banda no palco, independente de não gostar do som do Fresno, mas haverá gente que vai tentar tumultuar. Sugiro que a organização esteja preparada. E entendam uma coisa de uma vez por todas: SHOWS DE BANDAS DE HARD ROCK E METAL NÃO SÃO OS MELHORES PARA COLOCAR ESTILOS TOTALMENTE DISPARATADOS LADO A LADO PARA O PÚBLICO. Tem muito maluco(Headbangers retardados, diga-se de passagem) que não respeita nem se colocarem uma banda de Gothic Metal antes de uma banda de Thrash, e olha que ambas são Metal. Imaginem com uma banda de Pop Rock/emo como o Fresno para abrir um show de Hard Rock? Antes de fazer uma escolha como essa, os responsáveis pelo show tem que conhecer bem o público, e parece que essa lição de casa não foi feita.

Querem exemplo maior de que isso dá errado do que os Rock In Rio de 1991 e 2001? No primeiro, realizado no Maracanã, Lobão foi escalado para entre os shows de Sepultura e Megadeth. Tudo bem,há algumas músicas do Lobão que são legais, e eu respeito o cara, mas pela madrugada, ponham o show do Lobão em qualquer dia, menos nesse. Fato que deu merda, e Lobão se estranhou com a platéia, em um acontecimento que estava absolutamente evidente que iria acontecer, menos talvez para a organização do Rock In Rio. Para completar, colocaram a bateria da Mangueira para tocar, como forma de provocação. Juntou isso com a parvice de alguns headbangers e pronto, a bateria teve de tocar sob uma chuva de garrafas e vários outros objetos. Semelhante acontecimento se deu em 2001, quando Carlinhos Brown(!) tocou no mesmo festival pouco antes de bandas como Oasis e Guns N Roses. Aprendam: o fã comum de Rock não prima pelo ecletismo, principalmente quando se trata de outros estilos musicais totalmente diferentes. Fato é que Carlinhos Brown protagonizou uma cena patética junto à platéia, que respondeu com uma chuva de garrafas de plástico.

Há,lógico, apostas que dão certo, como os shows do Kiss no Brasil em 1999, acompanhados pela banda alemã de Metal Industrial Rammstein. Os alemães fizeram um show absolutamente apoteótico, muito melhor que o do próprio Kiss, e mostraram seu valor diante de um público que, majoritariamente, nem sabia da existência da banda de abertura.

Então, Roberto Medina, sugiro que aprenda com os erros dos festivais anteriores e escale um cast decente e sem invenções dignas de Professor Pardal, porque o resultado será semelhante aos casos de Lobão e Carlinhos Brown.

E vocês, o que acharam da escolha do Fresno como banda de abertura para o Bon Jovi?Comentem;)

Escrito por Henrique de Almeida

setembro 23, 2010 em 4:14 pm

Publicado em Música

A Prima Donna decadente do Rock ‘n Roll

com um comentário

Sim, o título desse post e a foto logo embaixo pode causar o puro ódio de alguns fãs do ser humano em questão. Mas eu não ligo, porque há algumas coisas que eu preciso externar para os leitores desse humilde blog, após alguns fatos que aconteceram envolvendo esta pessoa. Para quem ainda não sabe, estou falando de William Bruce Rose, ou, como ficou conhecido no mundo todo desde 1987, Axl Rose.

” Mas como assim? Quem é esse cara para achar que pode criticar o Axl? Na certa esse cara deve ouvir pagode” diriam alguns fãs mais exaltados(e descerebrados). Em primeiro lugar, vou deixar bem claro: gosto de diversas músicas do Guns ‘N Roses, principalmente do Appetite For Destruction e dos álbuns Use Your Illusion, e não estou fazendo isso por despeito à figura do vocalista, a quem eu considero uma das figuras mais carismáticas surgidas no Rock em todos os tempos. Seu grau de idolatria é talvez um pouco abaixo do de Kurt Cobain dentro do estilo, dentre os ídolos mais recentes. A diferença é que Cobain se suicidou no auge e permanece como mito(uma messianização exagerada,aliás), enquanto Axl está ai, de carne e osso, falível e envelhecendo como todos nós. E volta e meia fazendo das suas, como será retratado neste post.

Recentemente, a organização dos festivais de Leeds e Reading, na Inglaterra, ciente dos constantes e megalomaníacos atrasos de Axl para começar os shows, declarou de antemão: Independentemente do atraso da banda para entrar no palco, com o show marcado para ser iniciado às 21h30(horário local), o som seria desligado às 23:30, com tolerância até as 00:00. Bom, a banda entrou com 1 hora de atraso no palco, fez seu show e, na hora de entrarem para o Bis, o som foi cortado sem piedade, como os organizadores já haviam deixado claro. Axl ainda usou um megafone para tentar fazer a equipe do festival voltar atrás, mas isso não surtiu efeito, e a banda deixou o palco.

Axl, reclamando em seu twitter, deu as seguintes declarações:

“Sobre Reading, nós sentimos que os fãs deveriam pelo menos receber um pedido de desculpas dos responsáveis pelo absurdo. Nós também gostaríamos de agradecer aos fãs por serem tão sensacionais, por terem cantando conosco e por não terem destruído o local!!

Não sei qual é o problema conosco ou com estes dois últimos shows. Isso acaba com a alegria de todos os fãs, banda e equipe, mas fazer o que… Então, você sabe, foi divulgado que nós tínhamos um acordo estabelecido com a cidade pelo menos em Leeds para realizar uma perfomance um pouco mais longa. Não sei se aconteceu uma falta de comunicação, alguém não foi informado, mudou de idéia, não se importava ou era contra. Apesar disso, esse absurdo parecia tão desnecessário, mas isso infelizmente fica fora de nosso controle. Nós esperamos que os fãs tenham percebido que tiveram, pelo menos, tudo que podiam ter de nós nessas circunstâncias e isso é o mais importante, o resto é besteira. De qualquer jeito, chega de falar. Paz, obrigado por nos entender e o que conseguimos fazer dadas as condições foi ótimo! A multidão e os fãs foram sensacionais!! E na nossa opinião (não que isso importe muito aparentemente) vocês mereciam algo melhor!! Obrigado mais uma vez!! Axl-”

Não satisfeito, o vocalista botou na organização do festival a culpa pelo acontecido, como se vê na declaração abaixo:

Fazer com que os fãs do nosso show sejam penalizados por culpa de como o evento foi administrado ou simplesmente pelo fluxo natural dos eventos dessas noites que leva a um mínimo de atraso, juntamente com distorções e boatos da mídia, faz com que os promotores e organizadores do evento pareçam um pouco draconianos e mais do que injustos com os fãs.

Uma questão simples: se você está ciente das nossas mudanças de horário, da duração média do nosso show e dos aspectos que envolvem esse tipo de festival que não são grandes segredos… por que nos contratar?

“Simplesmente porque as atrações das noites em que tocamos foi bem aceita e vendeu bem? Então isso é um caça-níqueis sem respeito pelos fãs ou pelas bandas e, de alguma maneira, um inconveniente desagradável para as cidades e suas leis? Se nós não somos desejados e só estamos sendo usados para encher o bolso de alguém ou por boatos publicados em tablóides que enganam os fãs nós ficaremos felizes em ir para outro lugar.”

Percebem a tentativa covarde de desviar a culpa para outros,sendo que Axl é e sempre foi o maior responsável pelos atrasos de sua banda para entrar no palco? Perguntem aos fãs que assistiram os últimos shows do Guns no Brasil se eles gostaram de ficar horas esperando pelo início do show. ” Ah, mas você tem que estar acostumado, é o Axl.” diriam alguns. Não tem como, car*lho! Um grupo de pessoas se acostumar com o errado não torna isso menos errado. Não existe justificativa aceitável para atrasar um show em mais de 1 hora como frequentemente acontece nos shows da banda de Axl(ou Guns ‘N Roses, o que dá no mesmo).

Boatos indicam também que tudo aconteceu porque Axl estaria dormindo em seu camarim. Como há uma regra rígida de que ninguém pode acordá-lo nessa situação, teria acontecido o atraso. Após o show, o vocalista, irado com sua equipe e culpando-a por toda essa situação constrangedora, teria demitido todo o staff. Porém, sem ajuda para o show de Leeds, Axl recontratou a equipe inteira no dia seguinte. Mesmo se essa versão não for verdadeira( o que eu não duvidaria), essa história com certeza entra para o anedotário do Rock.

Ah, para não ser injusto com Axl, um fato super recente. Em Dublin, logo após o início do show com Welcome To The Jungle, algumas garrafas foram atiradas no palco, e o vocalista disse: ” estamos aqui para nos divertir, mas se mais uma garrafa for jogada, nós vamos embora”. Após mais três músicas, as garrafadas voltaram, e a banda deixou o palco. Uma atitude meio extrema, mas que talvez eu mesmo tomasse se estivesse no lugar dele, afinal de contas quem vai ficar no palco exposto a isso?
Em resumo, me entristece ver como um artista admirável e talentoso consegue, com esse tipo de atitude, o ódio e a antipatia de tantas pessoas, tão facilmente quanto angariava fãs e admiradores em anos anteriores. Me parece irônico uma diva de cuecas como Axl Rose dar seus ataques e culpar a todos pelos problemas enquanto LENDAS(com letra maiúscula mesmo) como Rush, Metallica e AC/DC(só pra citar algumas que passaram ou passarão pelo Brasil) conseguem dar lições de humildade e respeito com os fãs.

E vocês, o que acham das diversas atitudes do tipo que Axl Rose tomou em sua carreira?Comentem:P

Escrito por Henrique de Almeida

setembro 2, 2010 em 3:36 pm

Publicado em Música

Review de cd: Kamelot- Poetry For The Poisoned

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A expectativa pelo novo álbum do quinteto norte-americano Kamelot, Poetry For The Poisoned, era muito grande, tendo como prova o fato de que o álbum foi disponibilizado na internet dez dias antes do lançamento oficial na Europa. E felizmente para os fãs da banda e do melhor do metal moderno, pode-se dizer que a espera valeu e muito a pena.Eis a resenha de um dos álbuns mais esperados de 2010.

O disco tem seu início com The Great Pandemonium, em uma atmosfera ainda mais melancólica do que a presente nas músicas do último trabalho. De qualquer forma, o resultado é espetacular da mesma forma, com vocais mais graves de Roy Khan e a participação de Bjorn “Speed” Strid, vocalista da banda sueca Soilwork, em uma atuação que engrandece ainda mais a canção. Isso sem contar o excelente solo do guitarrista Thomas Youngblood, um primor de bom gosto nas notas. Uma excelente faixa de abertura, no final das contas. If Tomorrow Came começa com uma timbragem muito moderna nos instrumentos, quase industrial, algo já experimentado em Ghost Opera. No refrão, uma atuação melódica e mais rápida que lembra o trabalho da banda até o disco Epica, embora já possuindo o espírito do novo Kamelot. Roy Khan manda bem mais uma vez nessa faixa.

Dear Editor é um pequeno interlúdio que reproduz, com uma voz distorcida, a última carta do assassino conhecido como Zodíaco, endereçada ao jornal The Chronicle, de São Francisco,em 1974. The Zodiac trata mais a fundo da história desse psicopata, que até agora não teve a identidade descoberta. O grande atrativo dessa canção, além da letra arrebatadora, é a participação de Jon Oliva, mentor do Savatage, uma grande influência para o Kamelot, em uma performance brilhante. Hunter’s Season segue o disco, em uma canção digna de tornar-se um dos clássicos da banda. Roy Khan mostra toda a sua versatilidade nos vocais da banda, e o bom gosto dos arranjos segue o bom gosto que a banda sempre mostrou, com a guitarra de Youngblood e os teclados e orquestrações em destaque. Vale aqui ressaltar a sempre excelente produção do disco, capitaneada pelos quase onipresentes Sascha Paeth e Miro, que atuam com o Kamelot desde o disco Karma(2001).

House on a Hill, com a participação de Simone Simmons(Epica), repete a parceria de The Haunting(Somewhere in Time), em mais uma canção arrebatadora e emocional, que deve fazer a alegria dos fãs no show marcado para o dia 9/04 do ano que vem. Esse, aliás, é um show que promete no ano que vem.

Necropolis é uma faixa bem cadenciada e pesada, que evidencia o cuidado criativo dos integrantes para lançar o disco com calma após o último trabalho. Nessa música, assim como em todas desse disco, alguns efeitos tornam a experiência auditiva mais diferenciada em relação aos registros anteriores da banda. Seal of Woven Years, mais uma vez, mostra a boa forma da banda, em todos os sentidos. É impressionante como as canções desse álbum ficam na cabeça e são absolutamente cativantes, mesmo que não sejam aquilo a que alguns fãs estão acostumados. O álbum em si, é regular em sua qualidade altíssima, mas seria injusto apontar destaques individuais.

A faixa-título do álbum, dividida em quatro partes, é mais uma obra-prima criada pela banda, em uma estrutura que lembra Elizabeth, do álbum Karma. Na primeira parte, Incubus, os arranjos são mais condizentes com o resto do álbum, embora as orquestrações apareçam maciçamente. Na segunda parte, So Long, o piano predomina, e uma bela voz feminina acompanha Roy Khan em uma performance pungente e espetacular. All is Over é curta e é seguida pela apoteótica Dissection, que fecha a quadrilogia. Once Upon a Time é uma bela canção para dar uma fecho de ouro para o trabalho. Vale dizer que a faixa Thespian Drama, instrumental, é absolutamente espetacular e inesperada, sendo um trabalho espetacular em matéria de qualidade musical. Enfim, uma nota 10 para esse disco, que deve ser provavelmente um dos destaques de 2010. Assim que sair, compre o seu, ou baixe, ou sei lá o quê, mas quem gosta de um metal muito bem feito, moderno, pesado e bem produzido precisa tê-lo em sua coleção.

Escrito por Henrique de Almeida

setembro 1, 2010 em 12:29 pm

Publicado em Música

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